PRESIDENTE INTERINO
Oposição articula derrubada de Waldir Maranhão da Câmara
Aliados de Cunha usam ato de Maranhão como argumento para aumentar a pressão sobre peemedebista para que ele renuncie
PUBLICADO EM 10/05/16 - 07h51
AGÊNCIA ESTADO
A tentativa do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão
(PP-MA), de anular a sessão que aprovou a abertura do impeachment da
presidente Dilma Rousseff - ato do qual o parlamentar recuou no fim da
noite desta segunda-feira - levou a oposição e aliados do deputado
afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a intensificar as articulações para
tirar o maranhense do comando da Casa."A decisão mostra que colocamos um maluco na presidência da Câmara", disse o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, presidente do Solidariedade e aliado de primeira hora de Cunha, antes da revogação ter ocorrido. "É uma decisão de uma pessoa desequilibrada, de um títere, de uma pessoa que está subserviente ao terminal governo do PT", afirmou o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM).
Com a resistência de Cunha a renunciar ao cargo, a opção mais rápida operada principalmente pela oposição é declarar a vacância do posto de presidente da Câmara. Com apoio de técnicos legislativos, opositores planejam apresentar um recurso ao plenário, pedindo a confirmação de que o cargo está vago.
A ideia é que o recurso seja apresentado no plenário da Casa, que o remeteria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caberia então ao colegiado analisar o pedido e decidir pela vacância, o que provocaria a realização de novas eleições para presidente em até cinco sessões plenárias.
Em outra linha, aliados de Cunha decidiram usar o ato de Maranhão como argumento para aumentar a pressão sobre o peemedebista para que ele renuncie à presidência da Câmara. A renúncia também provocaria novas eleições em até cinco sessões. O peemedebista, porém, tem reiterado em entrevistas que não pretende renunciar.
A estratégia da oposição e de lideranças próximas de Cunha também prevê pressão para tutelar atos de Maranhão e até mesmo pressioná-lo a deixar o cargo.
Expulsão
Outra possibilidade para tentar tirar Maranhão do comando da Câmara é a sua expulsão do PP. Na segunda-feira, os deputados Júlio Lopes (RJ) e Jerônimo Goergen (RS) protocolaram representações pedindo a expulsão dele e dos outros seis deputados que votaram contra o impeachment, desrespeitando fechamento de questão da sigla a favor do impedimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
PUBLICADO EM 10/05/16 - 01h00
Agência Estado e Folhapress
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA),
revogou decisão tomada por ele na manhã desta segunda-feira, 9, no qual
anulou a sessão em que a Casa aprovou a abertura do processo de
impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na decisão, o parlamentar não
explica os motivos que o levaram a revogar o próprio ato.A revogação, confirmada pela assessoria de imprensa da Câmara e do deputado, foi assinada na madrugada desta terça-feira, 10, e divulgada para jornalistas por mensagem de celular. Na peça, há ainda um ofício em que Maranhão comunica o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
| FOTO: Reprodução |
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| Waldir Maranhão revoga a própria decisão de anular impeachment |
A anulação de Maranhão, contudo, não foi aceita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, que a classificou como "extemporânea". Mesmo com a recusa, líderes partidários na Câmara articulavam votar já nesta terça-feira recurso no plenário da Casa para derrubar a decisão do presidente interino de anular a sessão, para evitar a judicialização do processo.
Por conta de sua decisão pela anulação do impeachment, Maranhão também teve pedido de expulsão do PP apresentado por integrantes do partido. Até a noite dessa segunda-feira, a previsão era de que a Executiva Nacional da legenda aprovasse a suspensão temporária do deputado da sigla, enquanto o processo de expulsão definitiva estiver sendo analisado pela comissão de ética da agremiação.
Medo de expulsão
Maranhão tinha relatado a interlocutores o receio de, por causa da decisão, ser expulso do PP e, consequentemente, perder seu mandato.
A decisão é um revés para Dilma, que pretendia usar a decisão de Maranhão para pedir ao Supremo que paralisasse o rito do impeachment.
Integrantes do governo se dirigiam, por volta da meia-noite, à casa de Maranhão para tentar demovê-lo da ideia.
A decisão está assinada, mas só tem valor depois de publicada, o que deve acontecer nesta terça-feira, segundo ele informou a deputados.
copiado http://www.otempo.com.br
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