Temer e política do arrocho sofrem primeira derrota na Câmara
20 de dezembro é o dia em que o governo golpista de Michel Temer
conheceu a primeira derrota na Câmara dos Deputados que lhe abriu o
caminho do assalto ao poder, naquele domingo circense...

20 de dezembro é o dia em que o governo golpista de Michel Temer conheceu a primeira derrota na Câmara dos Deputados que lhe abriu o caminho do assalto ao poder, naquele domingo circense que teve Eduardo Cunha como mestre de cerimônias.
Depois de um esforço imenso para esvaziar o plenário – ao ponta de ser ironizado até por Rodrigo Maia -, a aprovação do projeto de prorrogação do pagamento, por 20 anos, das dívidas dos estados e a moratória de três anos no pagamento dos encargos destes débitos é tudo o que o Planalto e Henrique Meirelles não queriam.
Foi a primeira reação contra a política de arrocho, pois foi retirada do texto toda a parte tornava obrigatório elevar a contribuição previdenciária, cortar salários e despesas, suspender reajustes, entre outras medidas.
O compromisso de manter a vinculação dos gastos com a inflação por dois anos é zero, porque a situação dos estados não permitiria nada que fosse diferente disso, embora a supressão não os deixe manietados.
Também tirou das mãos do Governo Federal a privatização, a seu gosto, de empresas e ativos dos estados.
Óbvio que Meirelles não vai passar recibo imediato, mas sentiu o golpe, apesar de dizer que não é o fim do mundo, que “a vida continua”.
Por mais que sejam abjetos alguns dos personagens metidos nesta “puxada de tapete” a Temer, é um sinal de que a sociedade está exausta de de cortes e mais cortes, que não resolveram, não resolve e não resolverão a crise que o país passa e que leva junto suas administrações públicas, da qual a única que pode equilibrar-se emitindo dívida é a União.
Foi a primeira derrota do arrocho irracional.
Temer e política do arrocho sofrem primeira derrota na Câmara
20 de dezembro é o dia em que o governo golpista de Michel Temer conheceu a primeira derrota na Câmara dos Deputados que lhe abriu o caminho do assalto ao poder, naquele domingo circense que teve Eduardo Cunha como mestre de cerimônias.
Depois de um esforço imenso para esvaziar o plenário – ao ponta de ser ironizado até por Rodrigo Maia -, a aprovação do projeto de prorrogação do pagamento, por 20 anos, das dívidas dos estados e a moratória de três anos no pagamento dos encargos destes débitos é tudo o que o Planalto e Henrique Meirelles não queriam.
Foi a primeira reação contra a política de arrocho, pois foi retirada do texto toda a parte tornava obrigatório elevar a contribuição previdenciária, cortar salários e despesas, suspender reajustes, entre outras medidas.
O compromisso de manter a vinculação dos gastos com a inflação por dois anos é zero, porque a situação dos estados não permitiria nada que fosse diferente disso, embora a supressão não os deixe manietados.
Também tirou das mãos do Governo Federal a privatização, a seu gosto, de empresas e ativos dos estados.
Óbvio que Meirelles não vai passar recibo imediato, mas sentiu o golpe, apesar de dizer que não é o fim do mundo, que “a vida continua”.
Por mais que sejam abjetos alguns dos personagens metidos nesta “puxada de tapete” a Temer, é um sinal de que a sociedade está exausta de de cortes e mais cortes, que não resolveram, não resolve e não resolverão a crise que o país passa e que leva junto suas administrações públicas, da qual a única que pode equilibrar-se emitindo dívida é a União.
Foi a primeira derrota do arrocho irracional.
O fim do “leva no grito” para o arrocho
Os jornais de hoje mostram que este blog não exagerou, ontem, ao
analisar o resultado da votação do pacote de “ajuda” aos Estados,
quando apontou o resultado terrível para a administração Temer e
para...

Os jornais de hoje mostram que este blog não exagerou, ontem, ao analisar o resultado da votação do pacote de “ajuda” aos Estados, quando apontou o resultado terrível para a administração Temer e para o próprio projeto de arrocho em curso no país.
Os porta-vozes do “mercado”, como Miriam Leitão, assumem isso claramente. Diz ela, em O Globo:
Vinicius Torres Freire, na Folha, é mais direto: “foi para o lixo o projeto do governo Michel Temer de dar um destino à crise dos Estados”.
Claro que existe um grau de cortes e de austeridade possíveis nas administrações públicas. Mas há dois problemas, um macro e outro micro, mas de grande repercussão política.
O macro é que os estados não possuem a velha “guitarra”, que é como se chamava a extinta faculdade do governo federal de imprimir moeda. Ela continua existindo, porém, para a União com a emissão de dívida, que vira dinheiro. Os estados, como não podem mais, como no passado, mais emitir títulos, só têm um caminho quando a receita (as próprias e a transferências federais) caem: “emitir dinheiro” pela postergação de seus compromissos, tal como faziam com os títulos.
É simples assim, embora seja mais simples colocar a culpa por um estrago de muitos bilhões no milhão gastos nas nas jóias da Madame Cabral.
O segundo problema, micro em volume mas não em efeito político é que o arrocho sobre a principal despesa dos Estados, seu funcionalismo, bate de frente com os privilégios irremovíveis de suas categorias privilegiadas – basicamentes as jurídicas – e outra que, nem com tanta largueza, também ganharam poder e, pior, são armadas: as polícias.
Fossem “apenas” professsores, médicos, agentes administrativos, baixava-se-lhes o cassetete e pronto,
A saída é uma só: o reaquecimento da economia e, com isso, a geração de arrecadação que ajude a equilibrar a equação entre receita e despesa, porque conter estas a ferro e fogo de nada adianta se aquelas seguem caindo.
Mas o maior impacto do que aconteceu é que, de cara, ficou patente que passou o tempo em que “o homem que ia unir o Brasil” podia aprovar qualquer coisa diante da manada obediente do Parlamento. Como diz Vinícius Torres Freire, na coluna da Folha citada antes: “Imagina na Previdência!”
Pode crer, Vinícios, tem muita gente do rentismo pensando nisso agora.
O fim do “leva no grito” para o arrocho
Os jornais de hoje mostram que este blog não exagerou, ontem, ao analisar o resultado da votação do pacote de “ajuda” aos Estados, quando apontou o resultado terrível para a administração Temer e para o próprio projeto de arrocho em curso no país.
Os porta-vozes do “mercado”, como Miriam Leitão, assumem isso claramente. Diz ela, em O Globo:
“Além de ser uma derrota do projeto
de ajuste fiscal, é também um sinal importante de enfraquecimento
político da administração Temer. O mais importante é que o princípio da
responsabilidade fiscal também ficou mais fraco e o horizonte da
recuperação econômica do país ficou mais longe”
Temer, segundo o Valor,
finge que não aconteceu nada numa mensagem gravada ontem no final da
noite, onde diz que “a União, quando firmar o contrato com os Estados
irá exigir” as contrapartidas retiradas do texto da lei pelos deputados.
Será que o Governo acredita que governadores pressionados pela crise,
pelos servidores e mais por baixo que sola de sapato têm força para
aprovar pacotes suicidas nas Assembleias? Óbvio que não.Vinicius Torres Freire, na Folha, é mais direto: “foi para o lixo o projeto do governo Michel Temer de dar um destino à crise dos Estados”.
Claro que existe um grau de cortes e de austeridade possíveis nas administrações públicas. Mas há dois problemas, um macro e outro micro, mas de grande repercussão política.
O macro é que os estados não possuem a velha “guitarra”, que é como se chamava a extinta faculdade do governo federal de imprimir moeda. Ela continua existindo, porém, para a União com a emissão de dívida, que vira dinheiro. Os estados, como não podem mais, como no passado, mais emitir títulos, só têm um caminho quando a receita (as próprias e a transferências federais) caem: “emitir dinheiro” pela postergação de seus compromissos, tal como faziam com os títulos.
É simples assim, embora seja mais simples colocar a culpa por um estrago de muitos bilhões no milhão gastos nas nas jóias da Madame Cabral.
O segundo problema, micro em volume mas não em efeito político é que o arrocho sobre a principal despesa dos Estados, seu funcionalismo, bate de frente com os privilégios irremovíveis de suas categorias privilegiadas – basicamentes as jurídicas – e outra que, nem com tanta largueza, também ganharam poder e, pior, são armadas: as polícias.
Fossem “apenas” professsores, médicos, agentes administrativos, baixava-se-lhes o cassetete e pronto,
A saída é uma só: o reaquecimento da economia e, com isso, a geração de arrecadação que ajude a equilibrar a equação entre receita e despesa, porque conter estas a ferro e fogo de nada adianta se aquelas seguem caindo.
Mas o maior impacto do que aconteceu é que, de cara, ficou patente que passou o tempo em que “o homem que ia unir o Brasil” podia aprovar qualquer coisa diante da manada obediente do Parlamento. Como diz Vinícius Torres Freire, na coluna da Folha citada antes: “Imagina na Previdência!”
Pode crer, Vinícios, tem muita gente do rentismo pensando nisso agora.
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