AFP / Leila MACOR
O presidente Michel Temer
participa de coletiva de imprensa após reunião com investidores, em
Nova York, no dia 21 de setembro de 2016
Em sua estreia na ONU, Temer se viu diante de polêmicas e protestos. Na terça-feira (20), várias delegações abandonaram a sala durante seu discurso e, hoje, um grupo de manifestantes o acusou de golpista.
Em um almoço com investidores, Temer disse que está "abrindo o mercado, universalizando o mercado brasileiro" e que a confiança no país, antes perdida por uma severa crise, está voltando rapidamente.
Em frente ao luxuoso hotel, centenas de brasileiros seguravam cartazes, acusando Temer de golpista e conspirador.
"Viemos denunciá-lo, enquanto ele está vendendo o país. Nós sabemos que foi um golpe de Estado", disse à AFP uma das manifestantes, a cozinheira Gabriele de Souza, uma carioca de 42 anos.
Em uma coletiva de imprensa, depois do almoço, Temer foi questionado sobre as críticas recebidas e respondeu que era lógico esperar um pouco de movimento.
O presidente reconheceu que não imaginava ser aplaudido de forma unânime após uma fase conturbada na política. E continuou dizendo que sabia que teria oposição, mas que isso não vai impedi-lo de tentar pacificar e unir o país.
Também considerou insignificante o fato de algumas delegações terem abandonado a plenária da Assembleia Geral da ONU, ontem, quando ele fazia o discurso inaugural.
Os representantes de Costa Rica, Equador, Bolívia, Venezuela, Cuba e Nicarágua, que questionam a legitimidade de seu governo, saíram da sala de debates em sinal de protesto.
Nesta quarta, Temer declarou à imprensa que não se deu conta desse fato e respondeu calmamente a um jornalista que lhe perguntou a respeito.
"Primeiro, eu recomendo que leia a Constituição brasileira", afirmou, acrescentando que "basta ler" para verificar que "o governo é legítimo".
O peemedebista disse ainda que, de 193 países presentes na sala, o abandono de um punhado é insignificante.
"Lamento, as relações não são de pessoas, são institucionais, de Estado para Estado, de um governo para outro", minimizou.
COPIADO https://www.afp.com/pt/
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