Pontapear na cara mulher de calções curtos não é crime
Rodrigo Cabrita / Global Imagens
Tribunal
turco libertou hoje, por considerar que nenhum crime foi cometido, um
homem que admitiu ter pontapeado na cara e agredido uma mulher por usar
calções demasiado curtos
De acordo com a agência privada
de notícias Dogan, o tribunal considerou que, apesar da confissão da
agressão do homem à mulher, no sábado, nenhum crime foi cometido, e por
isso o segurança privado saiu em liberdade.
A
polícia turca deteve no sábado um homem acusado de pontapear e agredir
uma mulher por usar calções demasiado curtos num autocarro em Istambul,
noticiaram hoje os meios de comunicação locais.
Os
relatos dão conta da detenção do suspeito em Uskudar, um bairro na zona
asiática da cidade, segundo a agência noticiosa Dogan.
Gritando
"quem usa calções deve morrer", o suspeito atacou a mulher, que é
enfermeira, pontapeando-a na cara, segundo as notícias que estão a ser
difundidas, e dão conta de que o homem terá confessado que ficou
perturbado pelas roupas usadas pela mulher.
"Os
calções que ela estava a usar não são apropriados, foi por isso que
fiquei zangado e agi assim", terá dito à polícia o atacante, segundo a
agência Dogan.
O homem, que trabalha
como segurança numa empresa, tinha sido diagnosticado com uma "depressão
maníaca", acrescentou a mesma fonte.
Muitas
ativistas dos direitos femininos têm expressado uma preocupação
crescente com a extensão da violência contra as mulheres, com centenas a
serem mortas todos os anos, frequentemente pelos maridos.

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