Temer: superávit fiscal só no próximo governo
Em entrevista à Bloomberg, Michel Temer admite que o Brasil não terá
saldo fiscal positivo antes de três anos, ou seja, só depois de seu
governo; crise fiscal foi o pretexto para a derrubada da presidente
Dilma Rousseff, mas o quadro se agravou com a crise política que visava
produzir o impeachment e com a demora de Temer em adotar medidas de
corte de gastos e aumento de impostos; em agosto, a arrecadação federal
caiu 9%, sinalizando que o rombo fiscal é cada vez maior
"Vai demorar dois ou três anos para eliminarmos (o déficit)", declarou Temer. A situação econômica brasileira ainda continua em situação muito difícil, acrescentou. "Mesmo que melhoremos apenas um pouco no próximo ano, será um grande passo à frente".
Na entrevista, ele também assegurou que não haverá interferências na Lava Jato. "A Lava Jato vai continuar até que seja concluída, e que todos os crimes sejam revelados", disse.
A crise fiscal foi o pretexto para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, mas o quadro se agravou com a crise política que visava produzir o impeachment e com a demora de Temer em adotar medidas de corte de gastos e aumento de impostos.
Em agosto, a arrecadação federal caiu 9%, sinalizando que o rombo fiscal é cada vez maior.
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