Costa desdramatiza previsões de Bruxela
"Há duas formas de estar na vida, os que ficam à espera que aconteça e os que fazem acontecer"
Costa desdramatiza previsões de Bruxela
JOSÉ COELHO/LUSA
"Há duas formas de estar na vida, os que ficam à espera que aconteça e os que fazem acontecer"
O
primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje a necessidade de
contrariar o "fatalismo das previsões" e apostar em investimento
inteligente que combine público com privado.
"Há
duas formas de estar na vida, os que ficam à espera que aconteça e os
que fazem acontecer", afirmou o primeiro-ministro durante a apresentação
do Quadro de Investimento Inteligente de Vila Nova de Gaia, que
representa mais 300 milhões de euros para o município.
Para
António Costa não se trata de uma "questão de otimismo ou pessimismo
mas de determinação e não aceitar qualquer tipo de fatalismo".
O
chefe do Governo defendeu que se é preciso crescer mais, há que "fazer
por crescer mais" e se é necessário investir mais, há que "criar
condições para que haja mais investimento".
Sobre
o investimento apresentado, António Costa realçou ser "mais um exemplo
que desmente o fatalismo daqueles que só olham para as previsões".
"Porque
as previsões ignoram a capacidade que temos de fazer com que o destino
não seja uma fatalidade, mas a capacidade que temos de construir o nosso
próprio futuro. Se nada fizermos, o resultado é um, mas se nós
fizermos, o resultado é outro", assinalou.
Para
o primeiro-ministro, esta iniciativa "casa perfeitamente com o que são
as prioridades nacionais", porque "o investimento público não visa
substituir o privado" mas sim criar melhores condições para o atrair.
Um
das apostas passa pelo turismo -- "uma das componentes essenciais" da
economia do país -- e pela valorização do território através de medidas
como a exportação da excelência das universidades nacionais, explicou.
"Investir
nos estudantes Erasmus é fazer um investimento para a vida", disse
Costa, sublinhando que ninguém "esquece as experiências de viagens de
finalistas" ou de Erasmus.
António
Costa destacou ainda a necessidade de acelerar a execução dos fundos
comunitários, revelando estarem atualmente abertos mais de 1.350 milhões
de euros de verbas disponíveis para as autarquias, dos quais 400
milhões de euros estão já contratualizados.
copiado http://www.dn.pt/portugal
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