Encontro com empresários em Nova York Temer diz que Brasil vive estabilidade extraordinária e pede investimento Não sabia de corrupção no PT, era um vice decorativo, diz Temer Evento com presidente é marcado por três protestos diferentes

Encontro com empresários em Nova York Temer diz que Brasil vive estabilidade extraordinária e pede investimento

 



O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta (21) em um encontro com empresários em Nova York que o Brasil vive uma "estabilidade política" extraordinária, num esforço para restaurar a confiança dos investidores no país. Sem citar nominalmente o governo anterior, Temer indicou que a paralisia política gerada pela má relação entre Executivo e Legislativo ficou para trás.
"No Brasil hoje nós temos uma estabilidade política extraordinária, por causa da relação política muito adequada entre o Executivo e o Legislativo. O que também dá segurança jurídica, porque nós temos alardeado que, lá no Brasil, o que for contratado será cumprido", afirmou o presidente.
O discurso ocorreu em um almoço com cerca de 270 empresários organizado pelo Conselho das Américas, foro de companhias com negócios na América Latina. Temer abriu sua fala mencionando a crise política que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, dando a entender que seu impacto foi passageiro.
"Quero dizer que todos sabem que passamos por um brevíssimo período, digamos assim, de instabilidade política. Não uma instabilidade definitiva, na medida em que se verificou um processo político que levou a um impedimento", disse Temer.
O presidente mostrou urgência na necessidade de reformas econômicas, lembrando as dificuldades econômicas que herdou do governo anterior, com destaque para um "deficit orçamentário muito grande", fruto de "medidas que deveriam ter sido tomadas muito tempo atrás, não foram e por isso geraram esta instabilidade financeira".
"Apanhamos também uma situação de desemprego muito acentuada, com quase 12 milhões de desempregados e por isso haveríamos, embora com muita cautela, enfrentar essas questões. A primeira ideia que ocorreu foi exatamente isso, é preciso uma integração e interação muitos grande entre o poder Legislativo e o poder Executivo. Na democracia você não tem autoritarismos", afirmou.
Temer contou ter recebido telefonema de três líderes partidários, sem especificar quais, que teriam "fechado questão" para votar a proposta de emenda constitucional (PEC) que institui um teto ara os gastos públicos. "Temos apoio significativo do Congresso."
Além da PEC do teto de gastos, Temer defendeu a necessidade de uma "reforma radical" do sistema previdenciário e destacou a importância do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) nos esforços do governo em retomar os investimentos e sair da recessão.
"Fomos mais adiante. Recentemente lançamos um programas de parcerias de investimento para fazer algo que está previsto na nossa Constituição. A iniciativa privada participar juntamente com o poder público do desenvolvimento, do crescimento do país, é fruto de normas de nossa Constituição", disse o presidente.
Enquanto Temer falava, dois protestos ocorriam na porta do hotel em que ocorreu o evento, ambos com cerca de 20 pessoas. Um, de opositores do governo, outro de oficiais de chancelaria, que estão em greve por melhores salários.
MEDIDAS IMPOPULARES
Depois de dizer a empresários que o Brasil vive um período de "extraordinária estabilidade", Temer afirmou que não se preocupa em tocar "medidas supostamente impopulares", como a reforma da previdenciária, com potencial de instigar protestos contra seu governo.
"Se a minha popularidade cair para 5%, mas eu salvar o Brasil nestes dois anos e quatro meses, colocar o país nos trilhos, eu me dou por satisfeito", disse nesta quarta-feira (21), após almoço com cerca de 270 empresários organizado pelo Conselho das Américas.
Minutos antes, Temer levou 17 minutos para tentar convencer a plateia de que o "brevíssimo período" de terremoto político tinha ficado para trás. À imprensa, voltou a perseguir o que chamou de "tese da pacificação do país".
Para ele, a decisão do juiz Sergio Moro em aceitar a denúncia contra o ex-presidente Lula, que virou réu pela segunda vez na Lava Jato, não atrapalhará essa "reunificação" nacional.
Não sabia de corrupção no PT, era um vice decorativo, diz Temer


O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (21) que não sabia nada sobre "a corrupção no PT" na época em que era vice-presidente porque não tinha participação no governo, era apenas um "vice decorativo".
Em entrevista coletiva em Nova York, Temer foi questionado sobre se, quando era vice-presidente de Dilma Rousseff, sabia "de toda a corrupção do PT".
"Não sabia. Vocês sabem que eu não tive participação no governo. Um dia eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo porque eu não tinha participação. Não acompanhava nada disso", respondeu.
Temer se referia a uma carta que ele enviou à então presidente Dilma no final do ano passado. No texto, que foi um dos primeiros sinais de ruptura com o PT, ele dizia que passou "os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo".
Apesar das declarações do peemedebista, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda vai julgar uma ação que pede a cassação da chapa de Dilma-Temer, eleita na disputa presidencial de 2014.
Na ação, o PSDB defende que Dilma e Temer cometeram abuso de poder político e econômico e teriam tido a campanha à reeleição abastecida com recursos desviados da Petrobras.

 Evento com presidente é marcado por três protestos diferentes vídeo aqui

 Em Nova York, cerca de dez pessoas pedem a saída de Temer ao grito de "golpista"
Em Nova York, cerca de dez pessoas pedem a saída de Temer ao grito de "golpista"
Três protestos ocorrem nesta quarta-feira (21) em frente ao hotel onde o presidente Michel Temer iria participar de uma reunião com empresários dos Estados Unidos e em seguida almoçar com investidores de Wall Street. Uma das manifestações é de funcionários em greve do Itamaraty, a outra é um protesto anti-Temer e a terceira pede a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A manifestação dos funcionários do Itamaraty é a maior, com cerca de 30 pessoas. "Temer resgate o Itamaraty" e "Itamaraty em greve" estão entre os cartazes segurados pelos funcionários da instituição, que paralisaram as operações dia 22 de agosto.
No protesto anti-Temer, cerca de dez pessoas pediam a saída do presidente, aos gritos de "golpista" e um enorme cartaz em inglês com a frase "defenda a democracia no Brasil".
O protesto que pede a prisão de Lula contava com sete pessoas no início da tarde, uma delas segurando um boneco do presidente com roupa de presidiário. Um dos manifestantes segurava um cartaz escrito "Deus, abençoe Sergio Moro" e outro mostrava a frase em inglês "O Lula acabou".
Dentro do hotel, Temer teve uma reunião reservada com 30 grandes empresas americanas, na qual discute projetos de concessão na área de infraestrutura no Brasil e fala do momento de transição na economia.
copiado  http://noticias.uol.com.br/

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