Mais sobre a cassação Cunha teve 61 deputados ao seu lado na reta final Pedro Ladeira/Folhapress 10 votaram a seu favor, 9 se abstiveram e 42 faltaram à sessão
O ex-deputado Eduardo Cunha, que foi cassado pela Câmara, durante sua defesa na sessão de segunda (12)
RANIER BRAGON DÉBORA ÁLVARES LAÍS ALEGRETTI MARINA DIAS MARIANA HAUBERT
DE BRASÍLIA
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve o apoio de apenas 61 deputados na votação de sua cassação —10 parlamentares defenderam sua absolvição, 9 se abstiveram e houve 42 ausências.
Entre os que se posicionaram contra a punição ao peemedebista
está o líder do governo de Michel Temer na Câmara, André Moura
(PSC-SE). Alçado à função devido ao apoio de Cunha, o deputado só foi ao
plenário nos últimos minutos da votação e apertou o botão de abstenção.
Outros que se mantiveram ao lado do agora deputado cassado foram os
deputados Marco Feliciano (PSC-SP), Carlos Marun (PMDB-MS) e Paulinho da
Força (SD-SP), que votaram por sua absolvição, e Jovair Arantes
(PTB-GO), que não apareceu na sessão.
O PMDB e os partidos do chamado "centrão" (PSD, PP, PR, PTB e PRB,
principalmente), que eram a base de sustentação política de Cunha, o abandonaram na reta final.
No partido de Cunha, 52 da bancada de 66 votaram para cassá-lo, entre
eles o líder da bancada, Baleia Rossi (PMDB-SP). No PSD, 33 de 35, entre
eles Rogério Rosso (DF), líder da bancada, que teve o apoio do
peemedebista na sua candidatura à presidência da Câmara, em julho.
PP (39 de 47) PTB, (13 de 18), PR (33 de 42) e PRB (21 de 22) também
votaram majoritariamente pela perda do mandato do peemedebista, entre
eles o candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (PRB) e o
ex-prefeito Paulo Maluf (SP).
O PSDB e o PT votaram em peso pela cassação. Não houve nenhuma ausência
nessas duas bancadas, que estão entre as maiores da Câmara. No DEM,
houve quase a totalidade contra Cunha. Só Marcos Soares (RJ) se
ausentou.
Autores da representação que resultou na cassação de Cunha, PSOL (seis
deputados) e Rede (quatro) também votaram em sua integralidade contra o
ex-presidente da Câmara, incluindo a candidata à Prefeitura de São Paulo
Luiza Erundina (PSOL).
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