Harry
O príncipe que passou de enfant terrible a braço-direito da rainha

Harry,
32 anos acabados de completar, prepara-se para representar a monarca
britânica numa visita oficial às Caraíbas. O príncipe é um dos homens de
confiança de Isabel II... mas nem sempre foi assim
Harry
dificilmente será rei. O irmão mais novo do príncipe William ocupa o
quinto lugar na linha de sucessão ao trono britânico e, apesar dessa
possibilidade ser remota, tem ocupado um lugar de cada vez maior
preponderância no seio da família real britânica. Ainda este outono, o
príncipe, que completou 32 anos esta semana, irá representar Isabel II
numa visita oficial a vários países das Caraíbas. Tal missão seria, há
uns meros quatros anos, praticamente impossível. Ou pelo menos mal
interpretada a nível internacional.
Atualmente
patrono de cerca de duas dezenas de instituições solidárias e
organizações de ajuda humanitária, Henry Charles Albert David era, até
há bem pouco tempo, visto pelos seus súbditos (e, claro, pela imprensa
britânica, sobretudo a tabloide, escrutinadora de todos os passo da
família real) como um enfant terrible, o menino mal-comportado da The
Firm (A Firma, a alcunha pela qual a casa real liderada por Isabel II é
conhecida).
A reputação menos positiva
de Harry deve-se a uma série de fatores mas podem sintetizar-se em dois
episódios particularmente nefastos. Em 2005, tinha o príncipe na altura
20 anos, o tablóide The Sun divulgou imagens de Harry vestido
com um uniforme e usando uma braçadeira com a suástica, símbolo nazi. À
época, Harry era conhecido sobretudo por frequentar assiduamente festas
noturnas, ser fotografado embriagado, a fumar marijuana e também por
agressões a papparazzi.
A
imagem, captada numa festa privada, foi amplamente criticada e, apesar
de se ter chegado a exigir publicamente que Harry fosse expulso da Real
Academia Militar de Sandhurst, onde era cadete à época, não houve
consequências de maior para o príncipe... além do pedido de desculpas,
via comunicado, através da casa real.
Em
2009, Harry voltou a estar debaixo de fogo por ter usado um termo
racista para se referir a um colega do exército de origem paquistanesa. O
extinto tablóide News of the World divulgou uma gravação,
feita três anos antes, em que se ouvia a voz do príncipe a descrever o
soldado Ahmed Raza Khan como "o nosso pequeno amigo paki" [termo
pejorativo utilizado para designar alguém de origem paquistanesa] e a
utilizar palavrões. David Cameron, à época líder do partido conservador
britânico, classificou o episódio de "inaceitável".
Harry
voltou a pedir desculpa publicamente. Algo que acabou por não acontecer
três anos mais tarde, quando o TMZ divulgou fotografias do príncipe,
completamente nu, numa festa em Las Vegas. "Party prince" ("o príncipe
sempre em festa", em português), foi o título que percorreu mundo.
À
época, Harry preparava-se para iniciar uma missão militar no
Afeganistão. E foi exatamente o seu empenho na carreira militar
além-fronteiras que acabaria por o afastar de mais escândalos e, de
alguma forma, contribuir para reabilitação da sua imagem pública. Em
2014, o príncipe lançou aquela que é a iniciativa que lhe é mais cara,
os Invictus Games, um evento desportivo paralímpico para militares
feridos em combate. Na edição deste ano, que aconteceu nos Estados
Unidos, até a rainha Isabel II se juntou ao neto num vídeo divulgado nas
redes sociais a desafiar a equipa norte-americana (e Barack e Michelle
Obama) para a conquista de medalhas.
Com
o fim da sua carreira militar, em junho do ano passado, ainda não é
claro que percurso profissional seguirá o príncipe Harry. "Estou a
considerar as opções que tenho para o futuro e estou entusiasmado com as
possibilidades", disse na altura o filho mais novo do príncipe Carlos e
da princesa Diana. Enquanto não chega a altura de ter um emprego
(embora haja grandes dúvidas que Harry vá trabalhar das nove às cinco
como o comum dos mortais), o príncipe tem, com cada vez maior
frequência, representado a família real britânica em visitas oficiais.
Só este ano, Harry esteve no Nepal, onde ajudou a reconstruir uma escola
destruída pelo terramoto de 2015 e também visitou o Canadá, país que
vai receber os Invictus Games em 2017.
Em
2012, ainda no rescaldo do casamento do príncipe William com Kate
Middleton e por ocasião do Jubileu da rainha Isabel II, um estudo
revelava que o valor comercial da família real britânica era de 51,8 mil
milhões de euros. E Harry tem aprendido tornar-se um ativo (e não um
risco) para A Firma. Só lhe falta, para o retrato ser perfeito, uma
noiva. Harry está solteiro desde o fim do namoro com Cressida Bonas, em
abril do ano passado.
COPIADO http://www.dn.pt/
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