PJ faz buscas na Agência Nacional de Inovação
Suspeitas de desvio de fundos estruturais, designadamente subsídios comunitários, estão na origem das buscas
Ângelo Lucasl / Global Imagens
Suspeitas de desvio de fundos estruturais, designadamente subsídios comunitários, estão na origem das buscas
A
Polícia Judiciária (PJ) está a realizar buscas nas instalações de
Lisboa e do Porto da Agência Nacional de Inovação (ANI). Segundo fonte
do Ministério da Economia, essas buscas estão relacionadas com um
projeto de vinhos datado de 2006.
Em
declarações à agência Lusa, a mesma fonte acrescentou tratar-se de um
projeto que envolveu verbas do Quadro Comunitário de Apoio (QCA),
escusando-se a revelar mais pormenores sobre o assunto.
"Agora é deixar a justiça fazer o seu trabalho", concluiu.
Por
seu turno, fonte do gabinete de Comunicação e Marketing da ANI
contactada pela Lusa remeteu para o final da tarde a divulgação de um
comunicado sobre as buscas, alegando que enquanto estas decorrerem não
farão quaisquer comentários.
Outra
fonte contactada pela Lusa já tinha avançado que em causa nesta
investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal
(DCIAP) estão suspeitas de desvio de fundos estruturais, designadamente
subsídios comunitários.
Nesta
diligência de investigação participam elementos da Unidade Nacional de
Combate à Corrupção (UNCC) da PJ e magistrados do DCIAP.
O
capital da Agência Nacional de Inovação é subscrito em 50 por cento
pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da FCT
-- Fundação para a Ciência e Tecnologia, e noutros 50% pelo Ministério
da Economia, através da Agência para a Competitividade e Inovação,
Instituto Público (IAPMEI) (50%). A Agência tem como principal objetivo
promover a ligação entre o mundo da investigação e o tecido empresarial
português. Está sob a tutela do ministério da Economia.
A notícia da realização de buscas na ANI foi avançada pelo Público online.
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