Coreia do Norte e do Sul realizarão terceira reunião em 18 de setembro
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Kim Jong Un (D) e o enviado especial da presidência sul-coreana Chung Eui-yong
O anúncio desta cúpula entre Kim e o presidente sul-coreano Moon Jae-in, de 18 a 20 de setembro em Pyongyang, vem em um momento difícil nas negociações entre o Norte e os Estados Unidos sobre o arsenal atômico norte-coreano.
A data da próxima reunião foi acertada na quarta-feira durante uma visita de Chung a Pyongyang, quando entregou uma carta de Moon ao líder norte-coreano.
A Coreia do Sul tenta revitalizar o impulso diplomático gerado pela histórica cúpula do dia 12 de junho em Singapura, entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Naquela cúpula, Kim se comprometeu com uma "completa desnuclearização da península coreana", embora sem definir datas ou modalidades para que isso acontecesse.
Tratou-se de uma promessa vaga diante do objetivo inicial de Estados Unidos de alcançar uma "desnuclearização completa, verificável e irreversível".
Durante sua entrevista com Chung, o presidente norte-coreano mostrou-se disposto a cooperar com Seul e Washington na questão da desnuclearização, de acordo com o emissário sul-coreano.
De acordo com a agência norte-coreana KCNA, a "vontade de Kim é erradicar completamente o risco de um conflito armado e o horror da guerra na península coreana, para transformá-la no berço da paz sem armas nucleares, livre de qualquer ameaça".
Mas as negociações entre Washington e Pyongyang ficaram paradas por semanas, como demonstra o fato de Trump ter cancelado uma nova viagem à Coreia do Norte de seu secretário de Estado, Mike Pompeo no mês passado.
As autoridades de Pyongyag acusaram os Estados Unidos de quererem o desarmamento unilateral norte-coreano sem fazer concessões.
Washington, por sua vez, pede à comunidade internacional que mantenha a pressão e sanções enquanto Pyongyang não abandonar as armas nucleares.
No entanto, a confiança do líder norte-coreano em Trump "permanece inalterada", disse Chung.
Nesta sexta, Trump agradeceu a Jong-un por sua confiança, manifestando sua convicção de que possam, de forma conjunta, concluir satisfatoriamente as negociações em curso para a desnuclearização da península.
"Kim Jong-un da Coreia do Norte proclama sua 'confiança inquebrantável para com o presidente Trump'. Obrigado presidente Kim. Vamos superar isso juntos!", tuitou Trump.
Coreias terão reunião de cúpula em Pyongyang em setembro
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(Maio) Encontro entre os líderes das Coreias do Norte (e) e Sul no vilarejo fronteiriço de Panmunjom
Durante sua terceira cúpula, os dois líderes abordarão questões como "as medidas práticas" para eliminar as armas nucleares da península, disse Chung Eui-yong, conselheiro de Segurança Nacional do presidente sul-coreano.
Segundo o emissário sul-coreano, Kim se mostrou disposto a cooperar com Seul e Washington no tema da "desnuclearização".
Kim "expressou sua firme determinação em favor da desnuclearização da península coreana, assim como sua intenção de trabalhar estreitamente com os Estados Unidos (...) para conseguir este objetivo".
Na histórica cúpula de 12 de junho, em Singapura, entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o líder norte-coreano se limitou a manifestar seu compromisso com uma "desnuclearização completa da península coreana", mas sem acertar as modalidades e o calendário do desarmamento atômico.
De acordo com a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA, Kim reafirmou nesta quarta-feira seu compromisso com a eliminação das armas nucleares da península coreana, durante a conversa com o emissário sul-coreano.
"O Norte e o Sul devem prosseguir com seus esforços para obter a 'desnuclearização' da península coreana", declarou Kim.
"Nossa vontade é erradicar por completo o risco de um conflito armado e o horror da guerra na península coreana para transformá-la na cunha da paz sem armas nucleares".
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Rússia, Irã e Turquia decidem em Teerã destino da província síria de Idlib
AFP/Arquivos / ADEM ALTAN
Os presidentes iraniano,
Hassan Rohani (E); turco, Recep Tayyip Erdogan (C); e russo, Vladimir
Putin (D), em uma cúpula em Ancara, em 4 de abril de 2018
Às vésperas dessa reunião entre os principais padrinhos dos beligerantes sírios - Rússia e Irã, aliados do governo, e Turquia, dos rebeldes -, a ONU advertiu contra o risco de um "banho de sangue" em Idlib.
Os Estados Unidos pediram que o Conselho de Segurança da ONU se reunisse para tratar do assunto.
Nas últimas semanas, o governo concentrou muitas tropas nas fronteiras da província, controlada em grande parte pela Hayat Tahrir al-Sham (HTS), uma organização extremista criada pelo ex-braço da Al-Qaeda.
Mas o destino de Idlib está nas mãos dos presidentes iraniano, Hassan Rohani, russo, Vladimir Putin, e turco, Recep Tayyip Erdogan, que, em Teerã, podem entrar em acordo sobre o alcance e o calendário da ofensiva.
A Turquia teme que a ofensiva provoque uma chegada maciça de sírios em suas fronteiras.
"A situação de Idlib será um dos temas principais de discussão" da cúpula de Teerã, declarou na terça-feira o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.
"Sabemos que as forças sírias estão se preparando para resolver esse problema", acrescentou.
- 'Hora zero' -
Em Idlib chegaram milhares de rebeldes e civis evacuados dos redutos insurgentes retomados pelo Exército sírio no resto do país, como os de Aleppo ou Guta Oriental.
Turquia, Rússia e Irã têm um papel determinante no conflito por meio de sua intervenção militar crucial para os diferentes protagonistas da guerra e pelo processo de negociação em Astana, que anulou os diálogos organizados pela ONU.
Paralelamente aos preparativos militares, foi registrada nos últimos dias uma intensa atividade diplomática entre Síria, Rússia e Turquia.
Segundo o jornal sírio governista Al-Watan, a cúpula receberá o resultado das conversações e as três potências "decidirão a hora zero da operação do Exército sírio, que deve, em princípio, começar imediatamente após a reunião".
A província de Idlib e os bolsões rebeldes adjacentes abrigam uma população de três milhões de habitantes, de acordo com dados da ONU.
A ofensiva poderia apontar para alguns setores periféricos de Idlib, de onde, segundo a Rússia, os rebeldes atacam com drones a base militar russa de Hmeimim, na província vizinha de Lataquia.
O alvo da ofensiva é, principalmente, os extremistas da HTS.
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que estão tentando separar no terreno os "opositores armados normais dos extremistas".
- 'Banho de sangue' -
Na mesma linha, a Turquia faz "intensos esforços" para expulsar os "extremistas da região, acabar com os ataques de drones contra a base aérea russa e entregar ao regime o controle das principais estradas de Idlib", indicou o International Crisis Group (ICG).
"Quais medidas podem ser tomadas em Idlib? O que podemos fazer juntos contra os grupos terroristas?", se questionou na segunda-feira o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, ao se referir às discussões com Irã e Rússia.
A ONU fez uma advertência do risco de uma crise humanitária em grande escala.
O Irã quer ajudar a expulsar os insurgentes de Idlib com a "menor quantidade possível de perdas humanas", declarou o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif.
Mas o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, exortou na terça-feira os presidentes russo e turco a "encontrarem uma solução" que evite um "banho de sangue".
As potências ocidentais favoráveis aos rebeldes advertiram sobre um possível uso de armas químicas pelo governo sírio.
"Se o presidente Bashar al-Assad decidir usar novamente armas químicas, os Estados Unidos e seus aliados responderão rápida e apropriadamente", declarou a Casa Branca em um comunicado.
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