PF pede autorização para investigar Temer por corrupção
AGENCIA BRASIL/AFP / FABIO RODRIGUES POZZEBOM
Presidente brasileiro
Michel Temer no Palácio do Planalto em Brasília, em 29 de agosto 2018,
em foto fornecida pela Agencia Brasil
A Polícia Federal solicitou nesta quarta-feira ao
Supremo Tribunal Federal autorização para investigar o presidente Michel
Temer por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.Temer rejeitou de imediato as conclusões de uma investigação que a seus olhos constitui "um atentado à lógica e à cronologia dos fatos".
A investigação envolve o pagamento de 10 milhões de reais da Odebrecht ao MDB, partido de Temer, para a campanha eleitoral de 2014, na qual concorreu como vice-presidente de Dilma Rousseff, destituída em 2016 pelo Congresso.
A Procuradoria Geral da República (PGR) deve decidir agora se denuncia Temer pela terceira vez.
As duas primeiras denúncias, em 2017, foram barradas pela Câmara de Deputados, encarregada de autorizar ou não o andamento do processo contra o presidente da República.
As denúncias envolviam corrupção passiva, obstrução à justiça e organização criminosa, nos dois casos relacionadas às delações dos dirigentes do grupo JBS.
Temer perderá sua imunidade no próximo dia 1º de janeiro, quando entregar a presidência ao ganhador das eleições de outubro próximo.
Norsk Hydro chega a acordo no Brasil após acusações de contaminação
SCANPIX-FILES/AFP/Arquivos / HO
Logo da Norsk Hydro
O Brasil acusava o grupo de ter poluído as águas da localidade de Barcarena, no norte, com resíduos de bauxita que teriam saído de sua fábrica brasileira Alunorte após as fortes chuvas registradas em fevereiro.
Extraído da bauxita, o alumina é o principal componente do alumínio.
Segundo dois acordos firmados ontem no Brasil, a Norsk Hydro aceita pagar R$ 160 milhões na forma de multas, investimentos (como melhorias do sistema de tratamento de água) e distribuição de vales-alimentação para as populações locais.
O grupo também se compromete a dedicar outros R$ 150 milhões para medidas socioeconômicas.
Segundo um instituto subordinado ao Ministério da Saúde, o incidente de fevereiro pôs em risco pescadores e outras comunidades que vivem no Amazonas, porque a água potável e para banho tinha elevados níveis de alumínio e metais pesados.
Embora os acordos não especifiquem uma data para retomar completamente a produção da fábrica, a Norsk Hydro disse esperar que seja em breve.
"É um passo para a retomada das atividades normais na Alunorte", disse o responsável pela divisão de bauxita e alumina, John Thuestad, em um comunicado.
A normalização seria uma boa notícia para o grupo, cujos resultados e ações se viram afetados por seus problemas no Brasil.
A queda da produção na Alunorte, que tem uma capacidade anual de 6,3 milhões de toneladas de alumina, também a obriga a diminuir as atividades da mina de bauxita de Paragominas e da fábrica de alumínio Albras.
copiado https://www.afp.com/pt

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